terça-feira, 20 de março de 2018

Olho. Olhares. Olho.

Olhos. Olhares. Olhos.

Pelas ruas, nos ônibus…
Só quero ser quem sou!

A saia veste o corpo
deixando-o leve e livre
A saia junto ao corpo, dança as dores no percurso da caminhada.

Nas ruas, nos ônibus..
Pessoas! Olhares!
Olhares de julgamento.
Olhares de preconceito.

Violentos Olhares.

Os olhares
Percorrem o meu corpo…

Estranho!?
Corpo colorido!?

Os olhares,
Sem pedir licença,
Atravessam a saia, o corpo 

A cada olhar, uma ferida.

A cada olhar, uma dor.

A cada olhar…

Um olhar consume o corpo, como se fosse um objeto, uma coisa sem sentimento, sem emoção, sem sentido.

Os Olhares, estupram, rasgam o corpo

Esquisitice!!!
As unhas pintam arco-íris.

Os olhares penetram o corpo, deixando-o nú.
Os olhares matam!

No corpo, saia.
No corpo, cores
No corpo, corpo…

Só quero ser quem sou.