Olhos. Olhares. Olhos.
Pelas ruas, nos ônibus…
Só quero ser quem sou!
A saia veste o corpo
deixando-o leve e livre
A saia junto ao corpo, dança as dores no percurso da caminhada.
Nas ruas, nos ônibus..
Pessoas! Olhares!
Olhares de julgamento.
Olhares de preconceito.
Violentos Olhares.
Os olhares
Percorrem o meu corpo…
Estranho!?
Corpo colorido!?
Os olhares,
Sem pedir licença,
Atravessam a saia, o corpo
A cada olhar, uma ferida.
A cada olhar, uma dor.
A cada olhar…
Um olhar consume o corpo, como se fosse um objeto, uma coisa sem sentimento, sem emoção, sem sentido.
Os Olhares, estupram, rasgam o corpo
Esquisitice!!!
As unhas pintam arco-íris.
Os olhares penetram o corpo, deixando-o nú.
Os olhares matam!
No corpo, saia.
No corpo, cores
No corpo, corpo…
Só quero ser quem sou.