segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

!!!

Meu!!! Nada é meu
O quarto que habito 
É uma confusão do ser, do meu ser no mundo
Sementes germinam no piso... 
Raízes ilusórias penetram no chão-piso... Concreto do ser
A parede deita na cama, dorme um profundo sono sem fim... 

Rastro parado na parede

Algo me chama
Não sei de onde vem essa voz
Devo partir... 
Na parede deixo rastros, registro um pouco de mim
O olhar, os olhares me chamam
É uma questão...
Meus desenhos surgem a partir do olho
Me apaixono pelos olhares de algumas pessoas...
Algo me chama...
Gira mundo... 
Gira pião
Gira, pomba gira
E nessa gira preciso aprender a girar
Nas paredes registro um pouco de mim. 

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Narrativas imaginadas de danças

13 de Julho de 2019

Narrativas imaginadas de danças 

Corpo a deriva no universo. 

Corpo a deriva no universo sem ar

______________________sem som 

______________________sem nada. 

São tantos pés pro alto querendo buscar o céu. 

São tantas bundas pro nada querendo buscar o chão. 

Tantos!…. Tantas!…
Tantos corpos virados pro nada. 

As paredes riem… Observam as danças e questionam: Como sobreviver na queda? 

Caminho nas costas… nas ondulações da sua coluna… Percorro o mundo… Mundo costas… Mundo coluna. 

Pé raíz... Pé de vento… Pé solto… Pé chato… Pé no chão… Vivo de cu pra lua e com os pés de Curupira. 

No meio da mata o vento chacoalha os corpos que vibram no chocalho da cascavel. 

Giro, reviro o corpo… Te procuro… E cadê você? 

A minha barriga conversa com a sua coluna em idioma de ar… "aaaaaaaaah" 

Ainda sigo girando no desequilíbrio. Parece bêbado consciente.

Estamos entrando em um ritual. Da floresta, mata, moita, mato... Caos, caldeira. 

É o dedo mindinho que me leva para dançar no espaço… para o ritual.

Pausa________ self.

Seu idioma enrola na língua da minha boca… Linguagem do corpo. 

Ainda está girando… Bêbado consciente… bebo o espaço… bebo os corpos… bebo o universo… Corpos embriagados. 

Caminha, corpo-ritual. Entro no universo, um tatear de peles… Pele fala… Pele se comunica com a pele. 

Quero ver seu pé voar pelo tempo… Voar pelo mundo-corpo… Pra onde tu caminhas? Caminho pela pele-história do seu corpo. 

A ponta do lápis está bamba!

"3:30 da manhã…. Atravessa… Pensamento de MM… Construção… Independência… Guiné - Bissau… Paulo Freire… Projeto educacional… Para a revolução" - Palavras captadas na dança narrada pela MM. 

Não foge da dança Corpo. Não se perda corpo. A narrativa de MM acabou_____Será que vem revolução? 

As paredes pretas observam!

Os quadris do Global Underscore se encontram. Lá estão dançando no centro. E vira a bacia… Derrama água que molha os corpos… Sai ar para o nada. 

Encontros e desencontros, são fugas sem fugirem. 

O nada é a imensidão dos corpos que aqui dançam. 

A ponta do lápis, ainda bamba, dança no papel. 

Escrita de danças no papel… Narrativas imaginadas bem dançadas no papel.

Corpo… 

Lápis… 

Mão… 

Dedos… 

Coluna… 

Pele… 

Contato… 

Papel. 

São tantas reticências!

quarta-feira, 13 de março de 2019

Palavras Efêmeras

Esperança

Há esperança?
São corpos e movimentos
Há movimento nos corpos

A esperança se dá no movimento do corpo...

Corpo... Explosão

A esperança não é aquela que se jogou da janela do alto de um prédio e agonizou no concreto quente por onde os corpos caminham...

Não!

A esperança são corpos que se lançam janela afora e voam na incerteza do concreto

A esperança é o corpo que se equilibra no fio de cabelo solto ao vento da tempestade de fim de verão...

Palavras efêmeras