segunda-feira, 15 de julho de 2019

Narrativas imaginadas de danças

13 de Julho de 2019

Narrativas imaginadas de danças 

Corpo a deriva no universo. 

Corpo a deriva no universo sem ar

______________________sem som 

______________________sem nada. 

São tantos pés pro alto querendo buscar o céu. 

São tantas bundas pro nada querendo buscar o chão. 

Tantos!…. Tantas!…
Tantos corpos virados pro nada. 

As paredes riem… Observam as danças e questionam: Como sobreviver na queda? 

Caminho nas costas… nas ondulações da sua coluna… Percorro o mundo… Mundo costas… Mundo coluna. 

Pé raíz... Pé de vento… Pé solto… Pé chato… Pé no chão… Vivo de cu pra lua e com os pés de Curupira. 

No meio da mata o vento chacoalha os corpos que vibram no chocalho da cascavel. 

Giro, reviro o corpo… Te procuro… E cadê você? 

A minha barriga conversa com a sua coluna em idioma de ar… "aaaaaaaaah" 

Ainda sigo girando no desequilíbrio. Parece bêbado consciente.

Estamos entrando em um ritual. Da floresta, mata, moita, mato... Caos, caldeira. 

É o dedo mindinho que me leva para dançar no espaço… para o ritual.

Pausa________ self.

Seu idioma enrola na língua da minha boca… Linguagem do corpo. 

Ainda está girando… Bêbado consciente… bebo o espaço… bebo os corpos… bebo o universo… Corpos embriagados. 

Caminha, corpo-ritual. Entro no universo, um tatear de peles… Pele fala… Pele se comunica com a pele. 

Quero ver seu pé voar pelo tempo… Voar pelo mundo-corpo… Pra onde tu caminhas? Caminho pela pele-história do seu corpo. 

A ponta do lápis está bamba!

"3:30 da manhã…. Atravessa… Pensamento de MM… Construção… Independência… Guiné - Bissau… Paulo Freire… Projeto educacional… Para a revolução" - Palavras captadas na dança narrada pela MM. 

Não foge da dança Corpo. Não se perda corpo. A narrativa de MM acabou_____Será que vem revolução? 

As paredes pretas observam!

Os quadris do Global Underscore se encontram. Lá estão dançando no centro. E vira a bacia… Derrama água que molha os corpos… Sai ar para o nada. 

Encontros e desencontros, são fugas sem fugirem. 

O nada é a imensidão dos corpos que aqui dançam. 

A ponta do lápis, ainda bamba, dança no papel. 

Escrita de danças no papel… Narrativas imaginadas bem dançadas no papel.

Corpo… 

Lápis… 

Mão… 

Dedos… 

Coluna… 

Pele… 

Contato… 

Papel. 

São tantas reticências!

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