A parede branca
Lugar de lucidez e loucura
São tantas paisagens…
Nela, um Louva a deus se equilibra em uma perna só, esquerda, sobre um salto alto…
Diz muito sobre mim… sobre a vida
Nela, palavras soltas… Rasga, olhos, ser gay, cidade, gota, prazer, humano, sementes, bexiga… Amor
Nela, versos soltos…
" O quarto que habito é uma confusão do meu estar no mundo"
"Sinto um desespero, não sei se é pelo tempo ou pela vida… "
"A cidade dorme de olhos abertos"
Lugar de registro de prazer
Nela, confiança, desconfiança, segurança e insegurança…
Parede branca, tão lúcida e ao mesmo tempo vai me deixando pirada
Me penduro em um varal com meus desenhos, que no tempo se perdem…
Parede branca, teias e aranhas, a companhia perfeita para o tempo da hipocrisia…
Parede branca
Lugar de registrar, de marcar as paisagens da loucura lucidez
domingo, 22 de março de 2020
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
Quarta-feira
Pombo
Pardal
João de Barro
É brisa
Uma igreja, sino
É sirene, é polícia
É fluxo do asfalto
É o fluxo do calor
É um cortejo de nuvens condensadas anunciando dores... alegrias…
É Bem-te-vi que se escuta na brisa, mas nem te vi no espaço
O sol se esconde nas nuvens do seu cabelo
É um céu cinza que se mistura com as conversas dos pássaros. Que se mistura com as pessoas que caminham…
É quarta-feira.
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