Está aí
O corpo sobre a mesa
Rodeado pelos carniceiros da sociedade,
Que esperam ansiosamente a badalada do sino da igreja para iniciar a ceia.
Este corpo nu e sem força, agonizado e aflito, espera
Atento a cada movimento
Pelo seu fim
Meia-noite,
Sinos tocam
A ceia está posta
Em minutos o corpo é estraçalhado
Sobrando apenas a carcaça
E agora?
O corpo foi apenas mais um, entre milhões que se fez servir aos carniceiros do capitalismo.
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