A morte da alma.
A decomposição da matéria.
A involução da racionalidade.
A invenção do normal, do quieto.
A filha da guerra,
A irmã da morte.
Lágrimas...
Desenham a nascente do rio,
Que sem vida,
Logo se seca,
Deixando o gosto doce da seca.
Pra que estar vivo,
Se existe uma eternidade...
Deixo meu corpo.
Me desligo da matéria.
Minha energia transcende,
Indo além do cosmo,
Dando origem a outro universo.
Vou...
Voo...
Vou...
Voo...
Vou...
O corpo foi.
O corpo voou.
Foi...
Se jogou,
E em queda livre...
Voou para morte.
A sensação de estar morto,
É se encontrar com a paz.
É não sentir mais a dor da solidão.
É não sentir mais a dor que os outros lhe causa.
É sentir seu corpo se perder sobre a cama.
É sentir sua boca secar,
Sem ter água para saciar sua sede, mesmo bebendo-a.
É sentir várias vidas ao seu redor e mesmo assim se sentir só.
A sensação de estar morto...
Sou só...
Sol sou...
Sou só...
Sol sou...
Em meio a essse universo,
Estar só é ser o sol.
Sempre só.
Eternamente só.
Essa talvez seja minha inspiração,
Minha motivação,
De encontrar na solidão
A essência da vida.
Sol sou...
Não se soltar.
Não se prender.
Meu corpo,
Minha mente.
Um disfarce.
Um solto,
Porém preso.
Preso aos sentimentos,
Que ferem o corpo, a mente.
Que ferem a vida.