sábado, 9 de julho de 2016

Me desligue

Me desligue.
Por um segundo...
Por um minuto...
Me deligue por horas...

Horas que passarão.
E meu corpo desligado
Ficará seguro...
Seguro da morte.
Seguro das infelicidades.
Seguro das vidas que sofrem em busca da felicidade.

E ao ser religado,
Meu corpo sofrerá...
Sofrerá com as infelicidades,
Com os corpos que deixei morrer...
Com as lutas que deixei de lutar.

Assim meu corpo vagará...
Se alimentando da frieza,
Das angústias, das tristezas,
Que tentei desligar da minha vida.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Alma frágil

Alma frágil
Presa em corpo,
vaga sem destino,
Sem sentido.

Alma frágil
Agonizada, aflita
Não suporta a relidade,
Não suporta os sofrimentos.

Alma frágil
Grita,
Suplica,
Pela liberdade.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Traição

Oh Diabo...
Seus cornos a mostra.
Mostram a mais sacana das traições.

Oh Diabo...
Quem te traiste?
Será que foram os anjos?
Ou o divino Deus?

Paz

Paz
A morte da alma.
A decomposição da matéria.
Paz
A involução da racionalidade.
A invenção do normal, do quieto.
Paz
A filha da guerra,
A irmã da morte.

Lágrimas

Lágrimas...

Desenham a nascente do rio,

Que sem vida,

Logo se seca,
Deixando o gosto doce da seca.

Transcender

Pra que estar vivo,
Se existe uma eternidade...

Deixo meu corpo.
Me desligo da matéria.
Minha energia transcende,
Indo além do cosmo,
Dando origem a outro universo.

Vou voo

Vou...
Voo...
Vou...
Voo...
Vou...

O corpo foi.
O corpo voou.

Foi...

Se jogou,

E em queda livre...

Voou para morte.