quarta-feira, 9 de março de 2022

Retrato Corpo

Nessa dança coloco o nada e o tudo. Caótico movimento sem sentido… Com sentido. Certeza, sem certeza. No espaço me apoio, tento diálogo. Visto esse espaço há alguns anos, percebo que não existe profundidade nessa conversa. Do quarto, observo linhas, cores, texturas, sombras. Tento caber no espaço… Reduzir.

Espaço reduzido. Então, não  saio. 

Quero caber? Esse espaço  me cabe?

Me deformei, me reduzi, denso… peso… Corpo!

Me vejo perdida no toque, já não sei mais me tocar!

Me vejo confusa no movimento, reduzindo ao retângulo… quarto! 

O espaço me tocou?

Nas linhas do corpo suor,

Nas linhas do quarto teias de aranhas que registram o tempo 

O tempo que respira ansiedade.

No corpo linhas que se quebram no movimento, tentando caber na câmera. Da câmera, um espiar debaixo para cima, uma narrativa registrada no apoio do vértice do retângulo do quarto. 

No corpo movimentos se quebram, formas se mostram, e sombras narram, planta, linha, esconderijo, segredo, mistério… escuridão.

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