domingo, 17 de janeiro de 2016

Dança subjetiva

Diariamente...
Acordado ou dormindo,
No concreto ou no abstrato,
Na loucura ou na lucidez,
No profano ou no sagrado,
Nosso corpo dança.
Dança o ritmo do caminhar.
Dança o ritmo do correr.
Dança no balanço do ônibus
Dança o ritmo, Sem ritmo, No molejo duro do corpo...

Olhar

Olhar.
Penetra,
Explora um corpo, uma mente.
Penetra no desejo.
Penetra no prazer.
Observando...
Cada sensação,
Cada estímulo,
Cada arrepio.
Olhar.

Arrepio de morte

Arrepio de morte.

Preso...
Preso à cultura da punição.
Segue o corpo preso.

Preso...
Preso as leis ambíguas e sem garantia. Segue o corpo preso.

Preso, Violentado, Machucado,
O corpo ao frio sente as feridas sangrarem.

Arrepio de morte.

Preso...
Menor. Negro. Pobre. Favelado. Sem direito à vida.
Segue o corpo preso.

Preso...

Preso à desigualdade social. Segue o corpo preso.

Preso...
Preso à sociedade meritocratica, capitalista, neoliberal, que mata, tortura, rouba e cria ilusões nas almas perdidas, que luta pela sua existência.
Segue o corpo preso.

Preso. Preso. Preso.

Talvez o corpo vai sem rumo. Ou com um rumo já decidido, pela moralidade, normalidade e pela ideologia da sociedade capitalista.

E assim vai o corpo sempre amarrado.
Amarrado, pelo tradicionalismo. Amarrado pelas grades abstratas.
Marginalizado pelo desejo de consumo. Preso pelo o não poder viver livre.

Cada corpo. Em seu corpo,
Caminha nesta vida sentindo,
sentindo a solidão.
A solidão de cada alma deixando seus corpos...

Arrepio de morte.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Puta santa

Puta...
Deu a luz virgem.
Tranzou com Deus e o mundo.
Gozou o mais puro gozo do êxtase,
Que o santo abençoou.

Puta...
Deu pra Deus e o Diabo.
Experimentou o calor...
O calor dos corpos na sagrada orgia.

Puta...
Por fim,
Descobriu...
Que o pecado é da mente dos insanos.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sinto

Arreganhado. Estrupado.
Arrependido.
Sinto o desespero,
Sinto raiva,
Sinto o pênis gozar em minha cara.
Sinto o amor morto na alma.
Sinto o engano de amar.

Sinto. Sinto. Sinto.

A saudade de transar
Com a pessoa amada.

O desejo sagrado

Língua profana.
Lambe,
Essa porra.
E sinta o gosto do desejo
E do prazer,
Penetrar no seu paladar.
E habitar seu sexo.

Onegónicula

As ideias,
Vagam no inconsciente
Da mente.
Esperando um toque,
Um alucinógeno
Para escapar
E habitar o consciente concreto.