domingo, 22 de março de 2020
Parede Branca
Lugar de lucidez e loucura
São tantas paisagens…
Nela, um Louva a deus se equilibra em uma perna só, esquerda, sobre um salto alto…
Diz muito sobre mim… sobre a vida
Nela, palavras soltas… Rasga, olhos, ser gay, cidade, gota, prazer, humano, sementes, bexiga… Amor
Nela, versos soltos…
" O quarto que habito é uma confusão do meu estar no mundo"
"Sinto um desespero, não sei se é pelo tempo ou pela vida… "
"A cidade dorme de olhos abertos"
Lugar de registro de prazer
Nela, confiança, desconfiança, segurança e insegurança…
Parede branca, tão lúcida e ao mesmo tempo vai me deixando pirada
Me penduro em um varal com meus desenhos, que no tempo se perdem…
Parede branca, teias e aranhas, a companhia perfeita para o tempo da hipocrisia…
Parede branca
Lugar de registrar, de marcar as paisagens da loucura lucidez
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
Quarta-feira
Pombo
Pardal
João de Barro
É brisa
Uma igreja, sino
É sirene, é polícia
É fluxo do asfalto
É o fluxo do calor
É um cortejo de nuvens condensadas anunciando dores... alegrias…
É Bem-te-vi que se escuta na brisa, mas nem te vi no espaço
O sol se esconde nas nuvens do seu cabelo
É um céu cinza que se mistura com as conversas dos pássaros. Que se mistura com as pessoas que caminham…
É quarta-feira.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
!!!
Rastro parado na parede
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Narrativas imaginadas de danças
13 de Julho de 2019
Narrativas imaginadas de danças
Corpo a deriva no universo.
Corpo a deriva no universo sem ar
______________________sem som
______________________sem nada.
São tantos pés pro alto querendo buscar o céu.
São tantas bundas pro nada querendo buscar o chão.
Tantos!…. Tantas!…
Tantos corpos virados pro nada.
As paredes riem… Observam as danças e questionam: Como sobreviver na queda?
Caminho nas costas… nas ondulações da sua coluna… Percorro o mundo… Mundo costas… Mundo coluna.
Pé raíz... Pé de vento… Pé solto… Pé chato… Pé no chão… Vivo de cu pra lua e com os pés de Curupira.
No meio da mata o vento chacoalha os corpos que vibram no chocalho da cascavel.
Giro, reviro o corpo… Te procuro… E cadê você?
A minha barriga conversa com a sua coluna em idioma de ar… "aaaaaaaaah"
Ainda sigo girando no desequilíbrio. Parece bêbado consciente.
Estamos entrando em um ritual. Da floresta, mata, moita, mato... Caos, caldeira.
É o dedo mindinho que me leva para dançar no espaço… para o ritual.
Pausa________ self.
Seu idioma enrola na língua da minha boca… Linguagem do corpo.
Ainda está girando… Bêbado consciente… bebo o espaço… bebo os corpos… bebo o universo… Corpos embriagados.
Caminha, corpo-ritual. Entro no universo, um tatear de peles… Pele fala… Pele se comunica com a pele.
Quero ver seu pé voar pelo tempo… Voar pelo mundo-corpo… Pra onde tu caminhas? Caminho pela pele-história do seu corpo.
A ponta do lápis está bamba!
"3:30 da manhã…. Atravessa… Pensamento de MM… Construção… Independência… Guiné - Bissau… Paulo Freire… Projeto educacional… Para a revolução" - Palavras captadas na dança narrada pela MM.
Não foge da dança Corpo. Não se perda corpo. A narrativa de MM acabou_____Será que vem revolução?
As paredes pretas observam!
Os quadris do Global Underscore se encontram. Lá estão dançando no centro. E vira a bacia… Derrama água que molha os corpos… Sai ar para o nada.
Encontros e desencontros, são fugas sem fugirem.
O nada é a imensidão dos corpos que aqui dançam.
A ponta do lápis, ainda bamba, dança no papel.
Escrita de danças no papel… Narrativas imaginadas bem dançadas no papel.
Corpo…
Lápis…
Mão…
Dedos…
Coluna…
Pele…
Contato…
Papel.
São tantas reticências!
quarta-feira, 13 de março de 2019
Palavras Efêmeras
Esperança
Há esperança?
São corpos e movimentos
Há movimento nos corpos
A esperança se dá no movimento do corpo...
Corpo... Explosão
A esperança não é aquela que se jogou da janela do alto de um prédio e agonizou no concreto quente por onde os corpos caminham...
Não!
A esperança são corpos que se lançam janela afora e voam na incerteza do concreto
A esperança é o corpo que se equilibra no fio de cabelo solto ao vento da tempestade de fim de verão...
Palavras efêmeras
terça-feira, 19 de junho de 2018
Pele. Mente.
A pele desenha o corpo em uma dimensão sem noção.
Cada corpo com sua pele
Cada pele com seu corpo
A percepção do mundo e do próprio corpo se dá na pele, é o contado do interno com o externo
É o contato do corpo com outros corpos
Na pele, poros
Entrada e saída da curiosidade, dos sentimentos e das sensações
Entrada e saída dos desejos
Na pele...
Fluxo da vida
É na pele que se experimenta o mundo e suas diversidades
É a pele que protege e revoluciona o corpo
Na pele... Marcas.
Na pele... Cicatrizes.
Na pele... Escrituras.
Escrituras que, no tempo e no espaço, foram marcando experiências.
As escrituras na pele revelam memórias de ancentralidade que iniciou no útero.